06/04/2011 10h39 - Atualizado em 06/04/2011 10h39
Kadhafi envia mensagem a Obama, diz agência líbia
Conteúdo da mensagem não foi revelado.
Líder do exército rebelde da Líbia acusou a Otan de ser muito lenta.
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A Líbia enfrenta uma batalha desde o começo deste ano, quando manifestações pedindo a renúncia do ditador Kadhafi, há 42 anos no poder, se tornaram confrontos violentos e passaram a ser reprimidos com força pelo regime. No dia 17 deste mês, a Organização das Nações Unidas (ONU) aprovou uma resolução que valida quaisquer medidas necessárias para impedir um massacre de civis. Dois dias depois, a coalizão internacional liderada por Estados Unidos, França e Grã-Bretanha começou a bombardear a Líbia. Atualmente o comando das operações está com a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan).Alvos civis
Os ataques aéreos da Otan na Líbia estão sendo restritos pelo posicionamento de forças de Muammar Kadhafi junto a civis, disse a França nesta quarta-feira (6) depois de os rebeldes acusarem o Ocidente de fazer pouco para deter o cerco do ditador líbio a Misrata.
O líder do exército rebelde da Líbia acusou a Otan de ser muito lenta para ordenar incursões aéreas para proteger civis, o que permite às forças de Kadhafi massacrar a população de Misrata.
Ele disse que irá abordar o assunto em breve com o chefe da Otan, acrescentando que a agonia de Misrata 'não pode continuar', mas que 'a situação não é clara, há o risco de ficarem estagnados'. Abdel Fattah Younes, líder das forças rebeldes, disse em Benghazi, reduto insurgente no leste, que a Otan os decepcionou. 'A Otan nos abençoa vez por outra com um bombardeio aqui e ali, e deixa o povo de Misrata morrer a cada dia. A Otan nos decepcionou', declarou ele aos repórteres na terça-feira.
Ecoando Juppe, o chefe das Forças Armadas da França expressou sua frustração com o ritmo das operações da Otan. 'Gostaria que as coisas fossem mais rápidas, mas como vocês sabem bem, proteger civis significa não atirar próximo a eles', disse o almirante Edouard Guillaud em entrevista à rádio Europe 1. 'É precisamente esta a dificuldade.'
Ele disse que as forças da Otan concentram seu poder de fogo em Misrata, onde os rebeldes assumiram o controle da zona portuária, enquanto tentam impedir o transporte de armas rumo a Trípoli, capital e base de Gaddafi.
Aviões de guerra do Qatar e dos Emirados Árabes Unidos, países do Golfo Pérsico, participam destas missões, acrescentou Guillaud.
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